Eleição
Eleição presidencial da Venezuela de 2024
July 28, 2024
A eleição presidencial de 28 de julho de 2024 na Venezuela foi anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral como vitória de Nicolás Maduro (51,2%) — que então nunca publicou os resultados por mesa de votação exigidos pela lei venezuelana. A oposição publicou atas de apuração digitalizadas (actas) recolhidas por seus observadores em 81,7% das mesas de votação, mostrando Edmundo González vencedor com 67% contra 30% de Maduro. O Carter Center verificou as actas como autênticas, qualificou o resultado anunciado como estatisticamente impossível e concluiu que a eleição não pode ser considerada democrática. O Supremo Tribunal alinhado ao governo validou o resultado anunciado, González foi forçado ao exílio na Espanha, e a Missão de Apuração de Fatos da ONU concluiu que o processo de apuração ficou abaixo dos padrões básicos de transparência e integridade.
Resultados oficiais
O CNE emitiu um segundo boletim em 2 de agosto (Maduro 51,95%, González 43,18%) sem jamais publicar dados por mesa. Não foi publicado nenhum número final de comparecimento auditado; a participação informada foi de cerca de 59%.
- Nicolás Maduro (PSUV / Great Patriotic Pole)51,2%5.150.092
Vencedor declarado; as actas da oposição o mostram com 30,4%
- Edmundo González Urrutia (Unitary Platform)44,2%4.445.978
As actas da oposição, cobrindo 81,7% das mesas de votação, mostram-no com 67,1% — o vencedor efetivo segundo esse registro
- Other candidates (combined)4,6%462.704
O Registo de Integridade
O que a prova estabelece, e o que não estabelece — lado a lado, com cada constatação documentada e classificada.
O que está estabelecido
- Violações de processoConfirmado
O CNE deixou de publicar resultados desagregados, como exige a lei venezuelana, e cancelou as auditorias programadas; o Supremo Tribunal alinhado ao governo (TSJ) então validou o resultado anunciado sem uma revisão transparente dos dados por mesa de votação. A Missão de Apuração de Fatos da ONU concluiu que o processo de gestão dos resultados ficou abaixo dos padrões básicos de transparência e integridade.
- Falsificação do resultadoCorroborado
O Carter Center verificou que as actas publicadas pela oposição — cobrindo 81,7% das mesas de votação e mostrando González com 67% contra 30% de Maduro — contêm as características de segurança de atas de apuração genuínas do CNE, e que o resultado anunciado pelo CNE é estatisticamente implausível em comparação com elas. Descreveu o desfecho anunciado como falsificação aparente e a eleição como uma que não pode ser considerada democrática.
O que não está estabelecido
- Falsificação do resultadoContestado
O governo afirmou que as actas da oposição eram falsificadas e atribuiu a uma ciberataque sua falha em publicar os resultados. Não apresentou provas para nenhuma das duas alegações, e a validação do TSJ não citou dados por mesa de votação; o Carter Center considerou as actas autênticas e os números anunciados estatisticamente impossíveis.
Avaliação do processo
O dia da votação foi em grande parte pacífico, mas o processo de apuração falhou na agregação: nenhuma publicação desagregada, auditorias canceladas, uma validação judicial sem provas e repressão que levou o candidato da oposição ao exílio. A Venezuela 2024 é o raro caso em que a falsificação de um resultado nacional é documentada quase em tempo real — pelas próprias atas do Estado, recolhidas por cidadãos.