Eleição
Eleição Presidencial do Brasil de 2022
October 2, 2022 – October 30, 2022
Luiz Inácio Lula da Silva derrotou o incumbente Jair Bolsonaro por 50,90% a 49,10% no segundo turno presidencial mais disputado da era democrática no Brasil. A eleição ocorreu após ataques persistentes ao voto eletrônico. Esses ataques estão documentados: o TSE posteriormente concluiu que Bolsonaro abusou do poder político e usou indevidamente os meios de comunicação em um evento oficial destinado a desacreditar o sistema. As alegações de manipulação da apuração são uma questão separada. Comparações do TCU entre boletins de urna físicos, registros publicados e testes de integridade não encontraram divergências, enquanto o TSE rejeitou a contestação pós-eleitoral do Partido Liberal por falta de indícios de apoio.
Resultados oficiais
Primeiro turno, 2 de outubro
- Luiz Inácio Lula da Silva48,4%57.259.504
- Jair Bolsonaro43,2%51.072.345
Segundo turno, 30 de outubro
- Luiz Inácio Lula da Silva50,9%60.345.999
Eleito
- Jair Bolsonaro49,1%58.206.354
O Registo de Integridade
O que a prova estabelece, e o que não estabelece — lado a lado, com cada constatação documentada e classificada.
O que está estabelecido
- Operações de informaçãoConfirmado
O incumbente utilizou um evento oficial e canais de comunicação pública para atacar o sistema eleitoral sem provas.
Mais detalhes
Em uma decisão posterior em matéria eleitoral, o TSE considerou Jair Bolsonaro responsável por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação após uma reunião com embaixadores que empregou recursos públicos para disseminar alegações não fundamentadas sobre o voto eletrônico. A conclusão dizia respeito ao ambiente de campanha e à confiança institucional; não foi uma conclusão de que votos tivessem sido alterados.
Fontes:1 - Violações de processoCorroborado
A eleição ocorreu em meio à polarização, à desinformação, a ataques às instituições eleitorais e à violência política.
Mais detalhes
A missão da OAS documentou essas pressões e, ao mesmo tempo, concluiu que o TSE e os tribunais eleitorais regionais demonstraram profissionalismo e robustez institucional na administração da votação.
Fontes:1
O que não está estabelecido
- Falsificação do resultadoDesmentido
Verificações diretas não encontraram evidência de que os registros eletrônicos auditados ou os boletins de urna tivessem sido alterados.
Mais detalhes
O TCU não encontrou divergência quando boletins de urna físicos amostrados foram comparados com registros eletrônicos publicados, não encontrou divergência em 641 máquinas de teste de integridade e não identificou indícios de fraude nos procedimentos que examinou. Essas verificações tratam diretamente dos totais registrados; são evidências mais fortes do que capturas de tela virais ou padrões numéricos sem explicação.
Fontes:1 - Anomalias estatísticasDesmentido
Diferenças nas proporções de candidatos entre modelos de urnas não estabeleceram que máquinas mais antigas fossem não identificáveis ou fraudulentas.
Mais detalhes
O Partido Liberal solicitou verificação extraordinária de máquinas fabricadas antes de 2020. O TSE não encontrou indício de apoio, observou que máquinas de todos os modelos eram individualmente rastreáveis e haviam sido usadas em ambos os turnos, e confirmou o indeferimento do pedido. Uma correlação entre o modelo da máquina e a proporção de votos de um candidato pode refletir onde diferentes modelos foram utilizados; não é um teste causal de manipulação.
Avaliação do processo
A administração eleitoral do Brasil concluiu e publicou a apuração rapidamente, sob intensa pressão política. O registro institucional é, de forma precisa, misto: a campanha incluiu um abuso judicialmente estabelecido destinado a desacreditar o sistema, mas comparações técnicas independentes e a revisão judicial não corroboraram as alegações de que a apuração eletrônica fosse falsa.