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Eleição

Nova votação realizadaÁustria

Áustria, Eleição Presidencial de 2016

May 22, 2016 – December 4, 2016

O Tribunal Constitucional anulou o segundo turno devido ao tratamento ilícito dos boletins de voto por correspondência — concluindo expressamente que não houve fraude nem prova de que o resultado tenha sido alterado. A repetição do segundo turno produziu o mesmo vencedor. Este é o caso mais claro de uma violação processual que não constitui falsificação.

Resultados oficiais

Certificado por Autoridade Eleitoral Federal (Bundeswahlbehörde)Participação 74,2%

Segundo turno anulado, 22 de maio de 2016

Repetição válida, 4 de dezembro de 2016

Fontes:12

O Registo de Integridade

O que a prova estabelece, e o que não estabelece — lado a lado, com cada constatação documentada e classificada.

O que está estabelecido

  • Violações de processoConfirmado

    O Tribunal Constitucional anulou o segundo turno de 22 de maio porque os boletins de voto por correspondência tinham sido avaliados ilicitamente em 14 distritos e a autoridade eleitoral tinha divulgado resultados parciais aos meios de comunicação antes do encerramento das urnas.

    Fontes:1
  • Violações de processoConfirmado

    As infrações diziam respeito a mais de 77.769 votos por correspondência, excedendo a margem de 30.863 votos. Nos termos da jurisprudência consolidada, uma eleição é anulada assim que uma salvaguarda contra a manipulação é violada de forma que possa ter influenciado o resultado — não é necessária prova de manipulação efetiva.

    Fontes:1
  • Anomalias estatísticasConfirmado

    O Tribunal registou que nenhuma testemunha observou quaisquer sinais de manipulação e que os resultados do voto por correspondência não divergiram estatisticamente dos de outros distritos, o que sugere que uma manipulação em grande escala era improvável.

    Fontes:1
  • Violações de processoConfirmado

    A OSCE/ODIHR avaliou a repetição do segundo turno de 4 de dezembro como administrada de forma profissional e eficiente, proporcionando uma base sólida para eleições democráticas.

    Fontes:1

O que não está estabelecido

  • Falsificação do resultadoDesmentido

    Que a eleição tenha sido “fraudada” ou falsificada — não estabelecido. O Tribunal não encontrou fraude nem manipulação, a própria contestação não alegou nenhuma, e a repetição do segundo turno produziu o mesmo vencedor.

    Fontes:1
  • Falsificação do resultadoDesmentido

    Que as irregularidades tenham efetivamente alterado quem venceu — não estabelecido. A anulação decorreu da mera possibilidade de que as violações pudessem ter influenciado o resultado, e não de uma conclusão de que o fizeram.

    Fontes:1
  • Interferência estrangeiraContestado

    Interferência estrangeira nesta eleição — não documentada pela decisão do tribunal nem pela avaliação da OSCE/ODIHR.

    Fontes:12

Fontes2

Decisão judicialConstitutional Court of Austria (Verfassungsgerichtshof)July 1, 2016
Decisão do Tribunal Constitucional W I 6/2016-125 (anulação da segunda volta)
OriginalArquivado
Relatório de observadorOSCE Office for Democratic Institutions and Human Rights (ODIHR)March 17, 2017
Áustria, repetição da eleição presidencial, segunda volta — relatório final da OSCE/ODIHR
OriginalArquivo pendente

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