Eleição
Eleição Presidencial da Polônia de 2025
May 18, 2025 – June 1, 2025
Karol Nawrocki venceu o segundo turno com participação recorde. A campanha registou operações de informação documentadas ligadas à Rússia, que as autoridades contrariaram, e a validação do resultado tornou-se objeto de uma disputa institucional sobre a secção judicial de validação.
Resultados oficiais
Volta 1
- Rafał Trzaskowski31,4%
- Karol Nawrocki29,5%
- Sławomir Mentzen14,8%
- Grzegorz Braun6,3%
Volta 2
- Karol Nawrocki50,9%10.606.877
- Rafał Trzaskowski49,1%10.237.286
O Registo de Integridade
O que a prova estabelece, e o que não estabelece — lado a lado, com cada constatação documentada e classificada.
O que está estabelecido
- Operações de informaçãoConfirmado
No âmbito do programa governamental “Parasol Wyborczy” (Guarda-Chuva Eleitoral), a NASK e parceiros trataram cerca de 27.500 potenciais incidentes, comunicaram às plataformas mais de 16.000 contas ligadas a operações de influência e identificaram 176 incidentes de usurpação de identidade de candidatos (169 bloqueados).
Fontes:1 - Operações de informaçãoCorroborado
A operação Doppelganger, ligada à Rússia, visou a campanha no X, imitando a identidade visual de meios polacos legítimos para promover narrativas anti-UE e anti-Ucrânia; investigadores atribuíram-na à Social Design Agency, sancionada pela UE por ligação à Rússia.
Fontes:1 - Violações de processoConfirmado
A secção do Supremo Tribunal recebeu mais de 54.000 protestos eleitorais e confirmou 21 casos de irregularidades, mas concluiu que não afetaram o resultado e que uma recontagem integral não era permitida ao abrigo do Código Eleitoral.
- Interferência estrangeiraAlegado
A NASK comunicou anúncios políticos sem identificação no Facebook que poderão ter sido financiados do estrangeiro, pediu à Meta que os suspendesse e encaminhou o caso para a Agência de Segurança Interna (ABW).
Fontes:1
O que não está estabelecido
- Falsificação do resultadoDesmentido
Que a contagem tenha sido falsificada ou que o resultado mudaria — não estabelecido. O único órgão que decidiu sobre a matéria considerou que as irregularidades confirmadas eram imateriais para o resultado.
- Violações de processoContestado
A legitimidade da secção do Supremo Tribunal que validou a eleição é, ela própria, contestada — rejeitada pelo governo atual, pelos tribunais europeus e por muitos juízes do Supremo Tribunal. A disputa diz respeito ao estatuto do órgão de validação, não a provas de que a contagem estivesse errada.
Fontes:1 - Interferência estrangeiraAlegado
Que as operações de informação documentadas tenham alterado de forma mensurável o comportamento dos eleitores ou o resultado — não estabelecido. Os observadores documentam a atividade e as contramedidas, não um efeito decisivo sobre o resultado.
Avaliação do processo
A ODIHR avaliou a eleição como competitiva e gerida de forma eficiente, com as liberdades fundamentais respeitadas, assinalando ao mesmo tempo que as autoridades tiveram de mobilizar contramedidas contra a desinformação e a ingerência estrangeira, e apontando a polarização mediática, incluindo por parte da emissora pública.